20 de set de 2011

Verde Tempo

Hoje ajudando minha esposa a fazer um trabalho da escola que falava sobre trovadorismo relembrei minhas aulas do ensino médio. 
A Cantiga do desencontro reavivou lembranças de algo que não volta mais eramos adolescentes sonhando com a universidade; família, emprego e outras obrigações eram uma imagem distante mas de repente as coisas mudaram será que foi eu que mudei? Não sei mas as passagens da vida sempre deixam um gosto de perda, algo que o vento sopra e leva embora e o coração fica espremido entre uma lágrima e outra. 
Tudo passa muito rápido alegrias e tristezas se esbarrando dentro de um tornado e eu dentro dele. Saíamos das aulas correndo atrás dos nossos sonhos mas nem tudo é como pensávamos, surpresas, mudanças de rota.

Lágrimas que escorrem e soluços que abafam...

Cantiga do desencontro

"Ai flores do verde tempo,
Cheias de sol e distância...
Em que canteiro deixaste
O aroma de minha infância?

Ai flores do verde tempo,
Alvas luas que semeei...
Em que camada de terra
Mora o pranto que chorei?

Ai flores do verde tempo,
Perfume que o vento traz...
Em que silêncio repousam
Os dias do nunca mais?

Ai flores do verde tempo,
Que refloris na lembrança...
Enfeitai o meu sorriso
Quando murchar a esperança!"

(Poemas escolhidos, São Paulo: Círculo do Livro).