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CONTOS AMAZÔNICOS

Esse post é para quem curte contos, vou por um conto do livro O REBELDE E OUTROS CONTOS AMAZÔNICOS, de Inglês de Sousa publicado pela editora scipione com Ilustrações de Fernando Vilela e com Organização de Maria Viana. O livro contém os contos: O Rebelde, A Quadrilha de Jacó Patacho, O Donativo Do Capitão Silvestre e o Voluntário. Mas antes de colocar o trecho do livro é melhor ver o que o livro diz a respeito do autor.







Inglês de Sousa:


A publicação de Contos Amazônicos, em 1893, deu-se em tempos de agitação política e de efervescência intelectual. Nesse ano saíram Missal e Broquéis de Cruz e Sousa, títulos que inauguraram novo momento literário brasileiro, o Simbolismo.



Para o crítico Araripe Júnior, "a produção literária (...) foi relativamente abundante, pelo menos os jornais e as revistas andaram muito pejadas de pequenas publicações narrativas variando desde o grotesco até o épico".



José Veríssimo apresentou julgamento bem diferente sobre o movimento literário desse ano tão emblemático: "O ano de 93 foi com efeito paupérrimo sob o aspecto literário; o que não admira, por que foi um ano não só de aguda agitação política, mas de revolução" (p. 142-3)



Se discordavam no julgamento que fizeram sobre o movimento literário de 1893, os críticos pelo menos estavam de acordo quanto à qualidade dos escritos de Inglês de Sousa. Contos Amazônicos foi publicado, em belo volume, no Rio de Janeiro, pela importante editora Laemmert. A edição foi celebrada por Araripe Júnior como a melhor da safra de 1893 na categoria "contos". Nessa época, o autor havia cristalizado seu nome no meio intelectual como membro fundador da Academia Brasileira de Letras (1892), ocupando a cadeira 28.



Herculano Marcos Inglês de Sousa (Óbidos, 1853 - Rio de Janeiro, 1918) formou-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1876. Casou-se, em São Paulo, com Dona Carlota Emília Peixoto.



A exemplo dos Bacharéis de sua época, atuou na área jurídica, no jornalismo, na política e no ramo literário.



Em 1876, publicou dois romances: O Cacaulista, editado em Santos, e História de Um Pescador, editado em São Paulo. No ano seguinte, saiu Coronel Sangrado, em Santos.



As publicações dessa fase foram assinadas com o pseudônimo de Luiz Dolzani. Os livros de mocidade ficaram por muito tempo esquecidos; o próprio autor não se deu o trabalho de reivindicar sua autoria, e enfim, de reeditá-los (?). Conta-se que um dia, já em idade avançada, ao entrar em uma livraria encontrou um volume de História de Um Pescador. O livreiro correu a lhe informar que se tratava de um romance de autor desconhecido, um médico italiano fixado em Santos. Inglês de Sousa achou graça da situação e abandonou a brochura a sua sorte.



Essa história história foi narrada por Lucia Miguel Pereira, que nos anos 1940 recuperou os romances de juventude de Inglês de Sousa para o primeiro plano da literatura brasileira de fim de século.





Do conjunto de obras publicadas em Santos, apenas O Missionário teve o reconhecimento da crítica e foi recuperado em uma segunda edição. A obra fora publicada pela Tipografia do Diário de Santos, em 1891, sob o pseudônimo de Luiz Dolzani, e reeditada em 1899, pela editora Laemmert, com prólogo de Araripe Júnior.



No campo político, Inglês de Sousa foi deputado provincial em São Paulo, em 1878, sendo de sua autoria o projeto de criação da Escola Normal. Em 1881, tornou-se presidente de província de Sergipe e, em 1882, tomou posse no mesmo cargo no Espírito Santo. Abandonou a política e se estabeleceu em Santos, onde advogou por um ano. Mudou-se para São Paulo e fundou o Banco Melhoramentos.



Em 1892, transferiu-se para o Rio de Janeiro, dedicando-se à literatura, ao jornalismo e à atividade docente, na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro.



Inglês de Sousa, Wikipédia.

Inglês de Sousa, casa do bruxo.


Esse blog foi mais "rápido" e fala do mesmo tema, Blog do Levi. Mas o Conto O REBELDE voce só encontra aqui no CARBONNO14!

O REBELDE



I



A primeira vez que o vi foi em Vila Bela, em 1832, já lá vão mais de quarenta anos. E u não passava dum curumim de onze anos, curioso e vadio, como bom filho do Amazonas. Paulo da Rocha orçava pelos cinquenta, parecendo muito mais velho. Pois, apesar dessa enorme desproporção de idades, ligava-nos uma amizade terna, inexplicável para toda a gente.



Curumim: criança; menino.



O velho, ríspido e severo, era extremamente bondoso para comigo. Não sei que ímã oculto me atraía para aquele mulato de cabeça branca, de quem meus pais não gostavam, e que inspirava a quase toda população da vila uma antipatia mesclada de horror.



Paulo da Rocha era pernambucano, e fora um dos rebeldes de 1817, um soldado fiel do capitão Domingos José Martins, o espírito-santense.



Em 1832, os principais habitantes da Vila Bela eram portugueses ou brasileiro do tempo do rei velho, que se não haviam ainda familiarizado com o novo regime, e detestavam cordialmente todo e qualquer movimento contra a legalidade estabelecida, mesmo porque o receio das convulsões políticas posteriores à Independência , que ainda perduravam, os traziam em contínuos sobressaltos. No terror dos inovadores, associavam toda idéia revolucionária às sangrentas carnificinas que desonravam o solo virgem da nova pátria.



A fértil imaginação amazonenese fizera do antigo revolucionário um personagem misterioso, sinistro e perigoso, cuja alma já estaria de posso do Inimigo, ainda em vida do corpo.



Emprestara-lhe o vulgo uma quantidade enorme de crimes. Diziam as velhas mexeriqueiras, sentadas à soleira da porta por noites de luar, que ao bater da meia-noite via-se vagar pelas ruas a alma do pernambucano, a purgar culpas passadas. As crianças fugiam à presença do velho, e os matutos benziam-se quando o viam passar curvado sob o peso da meditação constante, ou de algum desgosto indefinido, arrimado no seu bastão de maçaranduba, com o crânio, a meio despido, exposto aos raios do sol.





Maçaranduba: árvore que produz madeira de lei vermelha.



Todos se calavam quando ele aparecia. As mães de família faziam aos filhinhos a escusada recomendação de fugir às vizinhanças da casa maldita, em que morava o mulato; ou acalentavam as criancinhas, com umas cantigas ingênuas, em que o velho do outro mundo era comparado ao murucututu de cima dos telhadosm, o terrível espantalho dos pequenos mal dormidos.



Murucututu: ave da América do Sul, de coloração parda; alimenta-se de outras aves e mamíferos. O mesmo que coruja-do-mato.



Todos lhe tinham medo, e talvez por isso atría-me para ele uma simpatia irresistível. Desde a mais tenra infância, vivi sempre em contradição de sentimentos e de idéias com os que me cercavam: gostava do que os outros não queriam, e tal era a predisposição malsã do meu espírito rebelde e refratário atoda disciplina, que o melhor título dum homem ou dum animal à minha era afeição ser desprezado por todos.





Eu não podia ver um cão leproso, enxotado com asco, que não corresse a dar-lhe metade da merenda que me tocava nas liberalidades da mamãe.



A minha Imaginação exaltava-me com a singularidade, ao mesmo tempo que uma curiosidade feminina me impelia a buscar a última palavra em todos os segredos, a razão de ser de todos os mistérios. Gostava do maravilhoso, e com risco de ser devorado pela esfinge queria decifrar-lhe o enigma. A vista duma feiticeira enchia-me de gozo.





Sentia o desejo ardente de ver um lobisomem, e o canto agoureiro do acauã fazia-me estremecer de susto e de prazer, e, embrulhando-me na rede, punha o ouvido à escuta, tentando descobrir naquelas notas tristes e plangentes a verdade desse encantamento poderoso.



Acauã: ave falconiforme cujo canto é considerado de mau agouro e prenunciador de chuva.





Foi isso mais ou menos o que senti a primeira vez que encontrei no meu caminho o rebelde de 1817, temido e desprezado ao mesmo tempo. Em breve aquele vago temor, aquela curiosidade dolorosa se transformou em simpatia e respeitosa amizade. Naquele pobre velho, uma voz oculta me indicara um herói das antigas lendas, que minha avó me contava à luz mortiça da lamparina de azeite de andiroba, um homem como eu sonhava nos meus devaneios infantis.





Tudo no velho do outro mundo contribuía para excitar-me a imaginação e avivar o afeto que me inspirava; a grande cabeça calva, o nariz adunco, os olhos vivos, uns olhos de ave de rapina, a boca enorme, ornada de belos dentes, cuja deslumbrante alvura era realçada por um sorriso sério e pensativo, duma bondade de Cristo; a fala breve e rispída, duma rispidez franca, serena e boa; o porte alto e até aquelas rugas severas do rosto cor de cobre; a sua indiferença pelas vicissitudes comezinhas da vida; o nenhum caso que fazia das intrigas da terra; tudo me indicava no pernambucano um personagem ideal e fantástico, como eu imaginava os meus hérois.



Ao passo que o nome Paulo da Rocha afugentava os meus companheiros espavoridos, todo o meu cuidado era descobrir um novo expediante para visitá-lo, sem despertar a desconfiaça de minha mãe.






À hora da sesta, meu pai, depois de ter-me feito sentar numa cadeira da sala de visitas, com a Artinha latina nas mãos, retirava-se para seu quarto e momentos depois, coberto de jornais velhos, ressonava. A mamãe andava ainda a dar uns giros pela casa, recomendando silêncio aos moleques e cuidando do café que se havia de servir às seis horas, mas acabava também por se recolher à beatitude da rede, vencida pelo calor e derreada pela monotonia do seu viver caseiro. A habitação ficava silenciosa e triste. As escravas agrupavam-se na cozinha e cochilavam, conversando em voz baixa. Os moleques trepavam às goiabeiras do quintal, fartando-se de frutas Só de vez em quando um galo invadia a varanda deserta e cortava bruscamente o silêncio, acompanhado com o canto barulhento e alegre as sonoras badaladas do grande relógio de parede, viera do Reino.


O calor era intenso, o sol brilhava com esplendor ofuscante, fazendo estalar os telhados. A vila parecia toda entregue ao repouso pós-meridiano da sesta costumeira. Descalço, pé ante pé, eu atravessava a casa e me esgueirava pelo portão do quintal.







Mal me sentia ao abrigo das vistas fiscais da criadagem, deitava a correr pelo caminho do cemitério até chegar à casinha de Paulo da Rocha, escondida entre laranjeiras copadas. Lá estava ele sempre, a essas horas do dia, sentado num banco de cedro, encostado a uma mesa tosca e mergulhado na leitura dalgum livro velho roído de traças.






Conversávamos sobre o tempo antigo, ou lendo as histórias extraordinárias que haviam sucedido em Pernambuco, e que ele se gabava de ter presenciado. Gostava de excitar-me a imaginação infantil com a narração desses feitos gloriosos que me faziam estremecer de alegria e seguir os olhos acesos e as faces ardentes de entusiasmo as palavras e gestos do velho, transfigutado pelas reminiscências do passado.



Ah! se o tivessem visto e ouvido assim os habitantes de Vila Bela!




II








O Rocha era viúvo e tinha uma única filha, rapariguinha gentil de dezesseis a dezessete anos, pensativa e séria como o pai. A vida que passava em Vila Bela a pobre mocinha abafara os impulsos da jovialidade natural. Desprezada de todos, vivendo isolada, entregue unicamente aos cuidados dum pai velho e triste, a interessante Júlia conhecera desde os mais tenros anos a desgraça, e pareceia resignada à sua infeliz sorte.


Aquele velho e aquela menina compreendiam-se perfeitamente. Ele nunca tinha um movimento de mau humor, um gesto de descontentamento. Ela não parecia sofrer um desgosto. Serena, silenciosa, atenta ao menor desejo do pai para preveni-lo e contentá-lo, parecia que a sua vida dependia da vontade daquele homem, severo e ríspido para toda a gente, bondoso e paternal no interior do seu modesto habitáculo. A mocinha conhecia-lhe todos os gestos e as mais insignificantes predileções. Parecia adivinhar quando o pai gostarias de estar só, entregue aos seus pensamentos, ou quando sentiria prazer em ouvir as modinhas da terra natal, do seu Pernambuco, tão cheio de poesia e de tradições gloriosas, modinhas que em pequena lhe ensinara para suavizar as agruras do exílio e a saudade intensa dos tempos de mocidade.



Ás vezes era Júlia quem nos fazia a leitura, sentada ao pé de mesa jantar, com o livro na mão, repetindo em voz suave, repassada de doçura, aquelas histórias de batalhas e mortes, já muito nossas conhecidas.
O velho, com o queixo apoiado nas mãos que repousavam sobre o bastão de maçaranduba, seguia atentamente o movimento labial da jovem, como se ouvisse alguma coisa ignorada. Quanto a mim, a minha atenção repartia-se entre o velho, a história e a menina, mas com parcialidade pela menina.
Como eram agradáveis esses momentos de suave intimidade, e como duravam pouco!
Era com maior prazer que lobrigava ao longe, aproximando-se receosa a crioula, que vinha bondosamente avisar-me de que a senhora já estava acordada. Muitas vezes, ao chegar à casa paterna, sofria correção merecida pela desobediência e pelo desapego à Artinha; mas não era pelo castigo que eu me recolhia triste e cabisbaixo ao quarto de dormir: era porque no silêncio do aposento, apenas cortado pelo rangido das cordas da rede nas escápulas de madeira, parecia-me ter diante dos olhos o grupo encantador do velho e da menina, e ouvir a voz de Júlia, lendo as proclamações incendiárias dos rebeldes pernambucanos!
Paulo e a filha viviam pobremente, concentrados e tranqüilos naquela casinha pitoresca, cujos arredores floridos e desertos inspiravam uma doce melancolia.
Eram muito pobres para ter escravos, ou não os queriam, e criados livres não encontrariam numa terra onde só o nome do velho do outro mundo causava horror e medo. Mas Júlia era excelente dona de casa. Era admirável de previdência, de asseio e de economia, e as únicas pessoas que tinham ingresso na humilde habitação, o padre vigário e eu, reconheciam essas virtudes caseiras, tão raras entre as mulheres do povo.
Por uma singularidade, o vigário era entusiasta do pernambucano. Apesar dos conselhos e advertências doas amigos e dos murmúrios das velhas rabugentas, padre João da Costa do Amaral se chamava ele, freqüentava a casa de Paulo da Rocha, passava largas horas a conversar com ele, e levara mesmo a despreocupação da feitiçaria ao ponto de fazê-lo sacristão e sineiro da matriz, com grande escândalo das almas piedosas e rebuliço do beatério.
O hábito e a vara não lograram para padre João da Costa a desculpa de tão estranha predileção, e os mais benévolos avançavam que se deixara enfeitiçar pelo danado pernambucano, e falavam em representar ao senhor bispo contra a situação anômala da paróquia.
Mas, sem embargo dos falatórios, continuava Paulo da Rocha a ser o sineiro da matriz, e a desempenhar os deveres do cargo com exatidão e escrúpulo, não ocasião às fáceis censuras dos desafetos.
Ao amanhecer do dia, quando se abriam as portas uma a uma, e só se viam na rua raros tapuios sonolentos, caminhando pesadamente para o serviço, Paulo saia de casa e atravessava a vila em direção á igreja.
Era ele que dava o sinal da missa matutina e preparava o templo.
Enfiava depois a velha opa, pingada de cera amarela, e punha-se á espera do vigário que não tardava em chegar, saudando os transeuntes com um sorriso afável.
Pouco a pouco se foram rarefazendo os devotos da missa da manhã, graças à presença do velho rebelde, mas padre João não parecia dar o cavaco e continuava a oficiar regularmente, tendo muitas vezes o sacristão por único ouvinte.
Dar cavaco: não se incomodar, não ligar.
Água mole em pedra dura tanto dá até que fura, dizia padre João com o seu sorriso amável e teimoso, mostrando os belos dentes de brilhante esmalte. Afinal foi-se o povo de Vila Bela acostumando à presença de Paulo da Rocha, suportado como uma calamidade inevitável. Padre João da Costa era o beijinho dos vigários, alto, gordo, alentado de cores sadias e de sorriso afável, de cabelos da cor da noite e de tez da cor do leite, de caráter bondoso e modos francos. O seu único defeito diziam as beatas, era a inexplicável afeição que dedicava ao mulato excomungado. Alguma coisa se lhe havia de desculpar, enfim. Não que se resolvessem a assistir à missa da madrugada, mas com o auxílio do tempo, o grande regularizador das situações embrulhadas, Paulo da Rocha foi-se sentindo mais à larga naquela sociedade ferrenha, estúpida e despótica... a sociedade de 1832.
O que mais contribuiu para uma tal melhoramento do velho do outro mundo foi a diversão feita no espírito público à primeira notícia da aproximação da cabanagem, que assolava o Pará, e que ameaçava a comarca da Barra do Rio Negro, hoje província do Alto Amazonas, de que fazia parte a paróquia de Vila Bela.



III



Muitos boatos contraditórios circulavam. O pânico era enorme.



Ora dizia-se que os cabanos vinham tomar de assalto a vila e queimar vivos os habitantes, ora que haviam sido completamente batidos pelas tropas legais, antes de descerem a Santarém.
Não se falava senão na cabanagem, e o pobre velho, rebelde de 1817, era esquecido pelos rebeldes do tempo. Todos os dias tapuios desertavam do serviço dos patrões e fugiam nalguma canoa furtada, descendo o rio para se irem encontrar com os brasileiros.



A vila ia ficando deserta, à medida que os terríveis inimigos dos portugueses e dos maçons se aproximavam de Óbidos. Os cacaualistas retiravam-se para os sítios. Aqueles que tinham alfaias ou dinheiro tratavam de escondê-los, enterrando-os. A desconfiança era geral, o pai não se fiava no filho, o irmão não confiava segredos ao irmão.
Terrível efeito da guerra fratricida!


P.S: em breve colocarei o link contendo o conto completo, bom Feliz Natal a todos e até mais...



05 de fevereiro de 2009.




Bom eu havia prometido colocar o link contendo o conto completo isso em dezembro do ano passado, veio janeiro de 2009 e agora fevereiro. A verdade é que ainda não consegui terminar o conto. Mas para mostrar que digitei uma boa parte vou disponibilzar o link contendo mais da metade do conto.


CONTOS AMAZÔNICOS

Em "breve" o conto completo.

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